terça-feira, 23 de novembro de 2010

A justiça tarda, mas demora.


imagem: www.humornanet.com
música: www.doug-scoth.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sobre o Moodle e Data de Publicação de Notas

Reproduzimos abaixo, nossas colocações e posterior comunicado do Prof. Tutor Antonino Salvatierra, em atenção aos nossos questionamentos sobre prorrogação de datas de publicação de notas e sistema "Moodle", entre outras coisas.

. comunicação enviada para o fórum de alunos:

Essa instituição vem, sistematicamente, prorrogando os prazos com relação a tudo que se refere aos alunos. Pior - veja na resposta dada ao Sr. Rui Curtulo - tenta insinuar de maneira sutil que o professor tutor presencial tem parcela de responsabilidade e está envolvido nisso. Isso é uma inverdade. Em 06/11/2010 ele já havia entregado todos os questionários corrigidos à Universidade, aliás, bem antes disso. Fica claro que o polo nada tem a ver com esses atrasos absurdos, muito pelo contrário.

Como é comum, os senhores passaram, de maneira informal, que as notas sairiam em 01/11/2010; depois, de maneira mais formal, foram comunicando prorrogações através do portal chamado "moodle" (esse é um outro caso especial a ser visto, por favor). A Srª Keith perguntou sobre os prazos. Está publicada apenas a última resposta (Dia 23/11), sendo que, menos de 24 horas antes ela havia recebido um e-mail de vocês, confirmando a publicação das notas em 17/11/2010.

O quadro de avaliação antes era publicado, ainda que sem a nota da prova. Ficou vinculada a entrega dos questionários, a uma "avaliação" do aluno sobre o desempenho de professores e etc. Notávamos que, a cada não respondido, o percentual global caia, embora aparentemente não devesse influenciar em nada. Forma de coação? Queremos acreditar que não.

Gostaríamos, portanto, de solicitar a essa instituição um pouco mais de respeito para conosco. Prorrogar não nos parece ser solução, SMJ (Salvo Melhor Juízo). E desde há muito, os senhores vêm criando "soluções" através desse expediente.

Para nós é muito importante que nosso diploma venha de uma escola que tenha credibilidade (interna e externamente). Vamos nos esforçar para que, se possível, ela tenha esse predicado.

Resposta enviada:

Prezado Paulo Moreira,

Bom dia! Revendo todas as suas dúvidas e sugestões diante dos assuntos de grande importância para a instituição, gostaria de tecer alguns comentários.

Hoje você está dentro da maior universidade em cursos presenciais e EAD(Ensino a Distância) do país que é o grupo Anhanguera; inserida em vários pontos do Brasil com seus pólos de apoio para tornar um ensino no Brasil sustentável.

Sempre investindo em inovação e tecnologia vem tomando frente a novos desafios, exemplo disso é o sistema Moodle que foi criado para melhorar a comunicação e interação dos alunos. Por ser um sistema novo está passando por alguns ajustes no qual todas as pessoas envolvidas devem contribuir com as melhorias. E você faz parte dessa interação com suas sugestões que para nós vem só acrescentar em buscar ouvir e implementar melhorias para estar sempre competitivo. Tudo isso que vem acontecendo envolve uma logística muito grande começando pelo nosso sistema de produção até a sua satisficação final. Esperamos contar com sua colaboração e entusiasmo de nos ajudar a melhorar nossos processos.

Dentro da sua dúvida maior cabe esclarecer que as notas estarão disponiveis no portal a partir do dia 23.11.2010.

Grato pela Compreensão!

Att.Adm.Antonino Salvatierra

Prof.Tutor a Distância

domingo, 14 de novembro de 2010

Darlinda Suely - A estudante que viu Jesus

Repórter: Você deve ser uma pessoa muito especial e iluminada. Onde estuda mesmo?
Darlinda Suely: Algumas pessoas dizem isso. Estudo no Polo Araras.
Repórter: Falou com Ele?
Darlinda Suely: Não. Apenas o vi. Então, como que num filme, vi o meu futuro.
Repórter: Deve ser brilhante. Você é, sem dúvida uma pessoa inteligente, generosa, boa amiga e excelente aluna - daquelas que só tiram 10.
Darlinda Suely: Não sei se tiro dez, não...
Repórter: Peraí... você é capaz de ver Jesus e não sabe sua nota?
Darlinda Suely: Querido, ver Jesus é facinho...

texto: paulo moreira
imagem: farfallinefelice.blogspot.com

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Além de mudo, burro!

Isso é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com vivos, mortos ou nenhum dos dois, terá sido mera coincidência.

domingo, 29 de agosto de 2010

Só rezando

Força-tarefa de alunos para oração em favor dos que acorregem provas e por desvalidos de RH. Direto de Babel.

imagem: olhares.com - portugal

domingo, 15 de agosto de 2010

A Força da Generosidade

Sempre uma força nos move. Ninguém age, pensa ou cria sozinho. Sempre precisamos de parceiros, seja no que for; seja onde for. Todas as forças, positivas ou negativas nos levam a algum lugar. O amor, o ódio, a revolta, o bem querer, a amizade, a humilhação, o desejo, o orgulho, a timidez, a humildade.
Nem todos sabemos abertamente agradecer (sou um desses), mas em certos momentos precisamos refletir um pouco. Ser grato a Deus, mas não apenas
Meu ofício é escrever. Só que, muitas vezes, noto que nem sempre o que escrevo veio apenas de mim, mas sim de forças que geraram as idéias. Na psicografia, o médium sabe que a autoria intelectual da obra vem de um espírito – embora não seja meu caso - ou, para quem acredita assim, assim o é. Para os que não acreditam, citaria Pirandello – Assim é, se assim lhe parece.
Meu notar é bem mais que isso. Refere-se a algo que vem de nós mesmos, mas foi gerado por outras pessoas. Se fiz lindos textos de amor é porque vivi grandes momentos de amor. Se escrevi angústias foi porque as sofri. Se lembrei dos amigos é porque os tive e os tenho.
Tudo o que acontece em volta de nós, é fonte criadora. Atitudes, pensamentos, teorias, caráter, sucesso ou insucesso. Tudo depende de como extravasamos o que sentimos. Concluo que criar nada mais é que gestar sentimentos com uma pitadinha de nós mesmos.
Uma dessas forças que obrigam pensar diferente é a gratidão. Para quem escreve, não saber o que acham sobre o que foi escrito é o desespero – é como ter gritado no deserto. É como ter-se tornado a própria solidão.
Leio, ávido, todos os comentários que fazem acerca de meu trabalho e, a melhor conclusão que cheguei é que este trabalho não é totalmente de minha autoria, ou inspiração ou um presunçoso talento. Preciso desse retorno para continuar, para ter inspiração, motivação – fé! É uma energia que leva a criar. Ele resulta das forças que sobre mim agem de forma transformadora e que trazem magia e beleza às minhas mãos – por vezes, sinto assim.
Não posso dizer sobre a qualidade do que faço, mas percebo quando dei o melhor, pois tenho retorno. Nessas horas, brota a gratidão. A tudo que me cerca, às pessoas que de alguma forma se aproximaram de mim ou se manifestaram, seja da forma que for. A todos e, em especial, a quem acompanha meus textos e de alguma maneira se sentem tocados.
Esse texto, eu gostaria de não assiná-lo como autor. Certamente é um texto que pertence àqueles que criaram essa energia.
Maior que meu sentimento de gratidão é a generosidade advinda desses seres de luz – verdadeiros autores de mim.
.
autoria do texto: regina coeli (from minas gerais), luis coelho, rosani nauar, djalma(a paz com perninhas) luciano facu, du facu, florzinha, zaia, sueli,euemmim (Zil), manuel marques, angela, sil, patrícia, maria josé, fátima simãozinho, suavemente helena, mari, manuela freitas, juliana pipa-pião, c@urosa, lúcia, sirlei, jaime, doroni hilgenberg, marlene, solbarreto, rosana, conceição, calcinha de algodão, sonia, minha mãe, uns tantos injustiçados que terão a generosidade de me perdoar... e eu (paulo moreira)
imagem: photoforum.ru - rússia

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vazio

Vazio é ouvir uma música e não entender o que cada nota diz, mesmo sentindo-a te tocar o espírito. Buscar e nada conseguir enxergar; saber que cada vez menos é possível olhar a própria solidão. Uma letargia que vem do sentir o nada em volta.
Querer entender esses sons que nos tocam a alma, mas não conseguimos localizar exatamente aonde. Procurar ver quem toca esse piano de uma forma tão torpe, tão atroz.
Sabemos cada sentimento, porém, nem o pensamento e nem a razão conseguem aflorar. Não existem palavras que possam exprimir. Só o soluço contido.
Se ao menos fosse possível por a culpa num fato ou em alguém. Gritar, protestar! Mas, não há culpados. Se houver algum, pode ser o tempo que passou e deixou tanto vácuo. Fica a inércia da resignação com o que a vida nos deu; de tudo que não deu certo. Do inviável.
Um entristecer crescente que engolimos com saliva amarga e gelo; que procuramos interpretar o significado, mas ele insiste em se ocultar em nosso coração.
Vazio é o que poderia ter sido, mas não foi. É sentir frio na alma.
Foram os sorrisos não possíveis, a felicidade que não vivemos. Não poder ser nem mais nem menos - feliz ou infeliz. Uma vontade saborear um gosto que, temos consciência, é de um fruto que não existe. É não querer estar aqui, mesmo sem ter noção de onde queríamos estar. Uma saudade imensa do que não há jeito de traduzir.
É deixar as lágrimas caírem no compasso de uma melodia triste. O concerto de um instrumento em dó maior. Dó de nós. Todo som que agora resta.
Vazio é uma esperança louca de tudo mudar, do mundo sorrir, de alguém te beijar, dos olhos brilharem e, paradoxalmente, saber que nada vai acontecer. Querer ir para nunca mais voltar. É chorar para dentro o próprio desespero e aguardar, aguardar...
E, lentamente morrer. Até essa tristeza infinita passar.

texto: paulo moreira
imagem: pedro moreira - olhares.com - portugal

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Amiga - também - atriz

O caminho do teatro é viciante e apaixonante; talvez isso seja o que melhor defina o sentimento de quem se envolve nele.
Teatro exige demais - é como uma viagem de alguém no íntimo de todos os alguéns possíveis ou não. Uma viagem que exige inteligência, observação, compreensão, perspicácia, sensibilidade, grandeza de espírito, humildade, talento e amor, entre outras coisas.
Ninguém é capaz de representar o que não compreende - aquilo que não traz para dentro de si, com verdade e firmeza. Personagens precisam ser nutridos com voz, movimentos, gestos, alma; por vezes, com a ausência disso tudo (imagine-se pedra algum dia, n'algum texto...). Para que isso ocorra, é preciso essa procura infinita da essência de cada ser ou coisa no Universo.
E, é nessa procura que os que fazem TEATRO, bem sabem, encontram a magia de tudo e de todos. Encontram, principalmente, a magia de si mesmos.
.
texto: paulo moreira (trecho de mensagem à juliana sant'anna - grupo pipa-pião)
imagem: photoforum.ru - rússia